Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

MAGALI MARIANA ANDREOLA

Os excessos na nossa vida



Geralmente, esses hábitos excessivos levam a conseqüências negativas como uso de álcool, drogas em geral, comer exageradamente, gastar fora do controle, fugir do contato social

Magali Mariana Andreola

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Muitos de nós já nos pegamos fazendo algo por excesso: comer, beber, jogar, limpar, comprar, amar, depender afetivamente de alguém, mentir, ter ciúme, dentre outros.

Esse excesso passa a movimentar nosso sentido de felicidade: tendo isto ou tendo aquilo, jogando, comendo, serei mais feliz, preencherei um “vazio” que há em mim. As causas do comportamento compulsivo podem ser as mais variadas: predisposição, hábitos aprendidos, histórico familiar, razões biológicas, entre outras.

É um impulso que muitas pessoas não conseguem controlar, com dificuldades para planejar qualquer tipo de tarefa, ou mesmo planejar a parada desta compulsão. Quantas vezes vemos pessoas que tem um “hábito” de comprar, ou que nunca se satisfazem com o que possuem.

Quando nos damos conta que algo “é demais”, que passa dos limites do normal e saudável, decidimos parar. O ato de parar pode acontecer naturalmente para muitas pessoas, mas para uma parte delas, isto não acontece. Ou seja, o comportamento, chamado de compulsivo ou aditivo, continua acontecendo em paralelo à ansiedade que a pessoa vivencia.

Geralmente, esses hábitos excessivos levam a conseqüências negativas como uso de álcool, drogas em geral, comer exageradamente, gastar fora do controle, fugir do contato social, lavar as mãos de forma exagerada (até mesmo chegando a se ferir), participar de jogos de azar, depender de relações virtuais, excesso do uso de remédios ou médicos em busca de uma doença, dentre outros.

Tais atitudes acontecem quase que automaticamente; quem faz não percebe ou nota prejuízos num primeiro momento. Ter um comportamento compulsivo acontece por hábitos que são aprendidos e seguidos de alguma gratificação emocional, um alívio da angústia ou da ansiedade que a pessoa sente. Ou seja, faço uma coisa e recebo outra em troca. Com os prejuízos que pode ter em seus relacionamentos, no trabalho, na saúde, ou mesmo quando as pessoas indicam que possui aquilo, passa a se observar com mais detalhe.

Aquilo que num primeiro momento é fonte de prazer e gratificação, posteriormente passa a dar uma sensação negativa, pois a pessoa cede em fazer aquilo. Se por trás desta compulsão existe, um desequilíbrio é importante canalizar esta energia que antes ia para os excessos, em outras atividades e buscar “retirar” o foco do comportamento que acarreta prejuízo para a pessoa. Vale lembrar que todos nós temos rotinas e hábitos e isto é muito saudável, fica apenas a atenção para aquilo que é excessivo.

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