Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

GREICE QUELLE C. DA COSTA

Indisciplina na Escola



Assim, em cada caso deve-se questionar o grau de participação da escola na geração da indisciplina e não apenas sugerir que o problema se origina somente na atitude dos estudantes

A indisciplina tem sido uma preocupação constante nos últimos anos entre os professores, em virtude de perderem muito tempo buscando resgatar a disciplina, restando prejudicada a interação do aluno com a aprendizagem. Mas apesar disso, é importante mencionar que a indisciplina possui algo a dizer sobre o ambiente escolar e a necessidade de evolução pedagógica e institucional.

Dentre as várias formas que a indisciplina é manifestada, encontram-se as conversas paralelas, dispersão, bagunça, desrespeito com professores e colegas, entre outros. Mas afinal, o que é indisciplina? Ao contrário do que muitos pensam, não podemos ver a indisciplina como algo restrito à dimensão comportamental.

Garcia (1999) define a indisciplina como uma incoerência entre os critérios e expectativas criados pela escola (e provavelmente pela comunidade escolar) no que diz respeito não só ao comportamento, mas as atitudes, socialização, relacionamentos e desenvolvimento cognitivo, e aquilo que os estudantes apresentam.

Desta forma, é importante que se considere o quadro real das condições de desenvolvimento dos alunos e suas necessidades, garantindo condições adequadas ao sistema de ensino-aprendizagem. Um dos fatores que pode desencadear resistências e expressões de indisciplina é a falta de participação dos estudantes nos processos decisórios da escola que os afetam direta ou indiretamente.

No entanto cabe mencionar que as diversas causas da indisciplina escolar podem estar relacionadas a fatores externos e internos. Os fatores externos incluem violência social, ambiente familiar, entre outros. Enquanto que os fatores internos incluem o ambiente escolar, condições de ensino-aprendizagem, relacionamento humano e a capacidade de adaptação aos esquemas da escola.

Assim, em cada caso deve-se questionar o grau de participação da escola na geração da indisciplina e não apenas sugerir que o problema se origina somente na atitude dos estudantes.

Por fim, para Garcia (1999) devemos superar a noção que indisciplina é apenas uma questão de comportamento, enquanto a escola se preocupar unicamente em resolver “problemas de comportamento”, em suas palavras, a indisciplina nunca se resolverá.

Referências:

GARCIA, Joe. Indisciplina na Escola: Uma reflexão sobre a dimensão preventiva. Rev. Paranaense de Desenvolvimento. Curitiba, n.95, jan./abr.1999, p.101-108. Disponível em: <http://www.ipardes.pr.gov.br/ojs/index.php/revistaparanaense/article/view/275/229> Acesso em: 16 de nov. 2017.

 

Psicóloga Greice Quelle da Costa

CRP: 07/22690

Contato: 55 984457579

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