Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

RODRIGO BERGSLEITHNER

CURA GAY: não existe tratamento para aquilo que NÃO É DOENÇA!!!



O homossexualismo e a bissexualidade são casos milenares na história da humanidade. Sempre existiu e continuará existindo. Como cidadão, temos o dever tácito de respeitar a decisão pessoal de cada indivíduo

 

 

A decisão da Justiça Federal de conceder liminar que autoriza psicólogos a atenderem pacientes com terapia para "reversão sexual" é, acima de tudo, inconstitucional. Esta é a pior aberração jurídica na história do país. Primeiramente, a medida é ilegal e proibida pelo Conselho Nacional de Psicologia, desde o ano de 1999. Em segundo instante, a homossexualidade e o bissexualismo não são, nunca foram e jamais serão caracterizadas como doença. Doente é quem tem o preconceito e não consegue conviver com o diferente.

O Judiciário não age de acordo com a Constituição Federal. Não há como colocar algo como patologia, simplesmente por não se tratar de uma patologia. Publicada em março de 1999, a Resolução nº 1 do CFP proíbe os psicólogos de exercerem qualquer ação que favoreça o entendimento da homossexualidade como doença, bem como de colaborarem com eventos ou serviços que proponham o tratamento e a cura da homossexualidade.

O Conselho defende que a determinação baseia-se no entendimento da OMS de que a homossexualidade não é uma doença, um distúrbio, nem uma perversão. Por esse entendimento, o CFP entende que a forma como cada um vive sua sexualidade faz parte da identidade do sujeito, cabendo aos profissionais de psicologia única e exclusivamente contribuir para a superação dos preconceitos e das discriminações.

Por outro lado, por que ninguém se preocupa com a pedofilia? Esta sim uma doença e que envolve milhares de vítimas e crianças e adolescentes molestados, a cada dia, em todo o território nacional. A grande maioria de criminosos que praticam a pedofilia são heterossexuais, então seriam os homossexuais os doentes que necessitam de tratamento?

A chamada “Cura Gay” não passa de uma vigarice. O corpo pertence a pessoa e ela faz o que quiser com o seu corpo, escolhendo a sua forma de prazer e este é individual de cada ser, não cabe à bancada política e nem ao Estado o direito de decidir se a pessoa irá para a cama com um homem ou uma mulher. Cada um sabe o que lhe atrai, o que lhe dá prazer e tem o direito de ser feliz, seja travesti, gay, lésbica, bissexual, heterossexual, etc.

O homossexualismo e a bissexualidade são casos milenares na história da humanidade. Sempre existiu e continuará existindo. Como cidadão, temos o dever tácito de respeitar a decisão pessoal de cada indivíduo como a forma em que ele escolhe a sua orientação sexual. Ninguém está promovendo a apologia ao homossexualismo e à bissexualidade, apenas exige-se o direito de respeitar a decisão de cada ser humano. Engraçado que ninguém se preocupa com a pedofilia, a violência e o abuso contra as mulheres e a corrupção neste país, e gaste-se tempo com uma patuscada desnecessária como esta. O amor é um direito de todos independente de orientação sexual. E os incomodados que se retirem.

Antes de tudo, precisamos abolir a corrupção, o respeito com as indiferenças e aceitar que todos têm o direito de ir e vir. Se uma pessoa não é feliz como heterossexual, é direito dela escolher a sua opção sexual. E isso não cabe a mim e nem a você opinar sobre isso. Então, os defensores desta burrice além de homofóbicos são preconceituosos com a indiferença e deveriam se preocupar com temas mais revelantes como, por exemplo, a corrupção, a miséria, o caos da Saúde e, além disso, saber amar todas as pessoas como elas são. O mundo precisa de respeito. Começamos por isto...

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