Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

GREICE QUELLE C. DA COSTA

Setembro Amarelo



Sabemos que não existe uma “receita de bolo” sobre o que fazer para ajudar as pessoas que se encontram nesta situação, visto que nenhum caso é igual o outro, mas oferecer ajuda profissional é imprescindível

O suicídio se apresenta como um problema de saúde pública, visto que segundo dados do site CVV (entidade que atua gratuitamente na prevenção do suicídio há 53 anos), no Brasil a cada uma hora, uma pessoa tira sua própria vida, e no mesmo limite de tempo outras três tentam se matar sem sucesso.

Setembro foi o mês escolhido para que também se haja conscientização destas estatísticas. Assim como no Outubro Rosa que conscientiza sobre o câncer de mama, e o Novembro azul sobre doenças masculinas, o Setembro Amarelo tem como objetivo poder falar sobre o assunto, tendo em vista que este ainda é um tema tabu, sobre o qual as pessoas pouco querem falar.

Em mais de 90% dos casos, o suicídio tem prevenção, mas para isso, é necessário que as pessoas possam conhecer sobre o assunto, o individuo que tenta suicídio, pede ajuda, porém as pessoas não conseguem identificar, fazendo com que este se sinta incompreendido e sozinho.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o 4º país com maior crescimento de casos de suicídio na América Latina. Este número é preocupante e para que esta estatística possa diminuir a melhor saída é poder falar sobre o assunto, ou seja, abrir espaço para que este tema seja debatido em rodas de amigos, escolas, comunidades, igrejas. Tratar este assunto como tabu não contribuirá em absolutamente nada, ao contrário, os números continuarão a aumentar.

As pessoas que tentam suicídio normalmente estão sofrendo de depressão e querem acabar com a dor. Sentem-se isoladas, incompreendidas e dão sinais ao falar que “não aguentam mais” ou que “não querem mais viver”. Essas pessoas precisam ser escutadas e ajudadas.  Não querem “chamar a atenção” como muitos dizem. Lembre-se: elas não precisam de alguém que as julgue, e sim de alguém que tente compreende-las e as a ajude neste momento difícil. É preciso que elas entendam que não estão sozinhas.

Sabemos que não existe uma “receita de bolo” sobre o que fazer para ajudar as pessoas que se encontram nesta situação, visto que nenhum caso é igual o outro, mas oferecer ajuda profissional é imprescindível, além do mais, encorajá-las mostrando que é possível sair desta situação e viver uma vida plena e feliz, fará com que a pessoa sinta-se amparada nesse momento difícil.

Psicóloga Greice Quelle C. da Costa

CRP: 07/22690

Email: harmonizeclinicapsi@gmail.com

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