Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

LILIANE RIBEIRO ORTIZ

O brincar na infância



A criança, através do brincar, desenvolve sua coordenação motora, suas habilidades visuais e auditivas, seu raciocínio criativo e sua inteligência

Brincar: “é o principal meio de aprendizagem da criança, ela gradualmente desenvolve conceitos de relacionamentos causais, o poder de discriminar, de fazer julgamentos, de analisar esintetizar, de imaginar e formular” (SANTIN, 2001).

O brincar, a imitação, a repetição, a imaginação, a interação com os colegas, a exploração e a experimentação são características da ação infantil, utilizadas para compreender e transformar o mundo em que estão imersas. É necessário enfatizar o brincar como forma privilegiada das crianças, se expressarem, bem como de compreenderem, significarem e transformarem o mundo.

A brincadeira é uma atividade social privilegiada de interação específica e fundamental que garante a construção do conhecimento da realidade vivenciada pelas crianças e de constituição do sujeito- criança como sujeito produtor da história. É no brincar que as crianças podem se colocar desafios e questões, além do seu comportamento diário, tentando compreender os problemas que lhes são propostos, pois na brincadeira, ao mesmo tempo em que as crianças desenvolvem sua imaginação, elas constroem relações entre si.

Segundo Vigotski (1989), são as regras da brincadeira que fazem com que as crianças se comportem de forma mais avançada do que aquela, habitual para sua idade.

A criança, através do brincar, desenvolve sua coordenação motora, suas habilidades visuais e auditivas, seu raciocínio criativo e sua inteligência.

É através da atividade lúdica que a criança se prepara para a vida, assimilando a cultura do meio em que está inserida, a ele se integrando, se adaptando às condições que o mundo lhe oferece e aprendendo a competir, cooperar com seus semelhantes e conviver como um ser social.

Sendo assim, podemos perceber que a brincadeira é uma atividade que possibilita e estimula as crianças a utilizarem os objetos do mundo adulto, assim elas podem construir relações e estruturar conhecimentos sobre o mundo que as cerca, para os pais, é um momento de formar vínculos, ser participativo na vida dos filhos e até mesmosoltar um pouco a imaginação e descarregar o estresse, porém para muitos pais entregar-se a essa atividade lúdica com os filhos não é tão simples assim, alguns não conseguem se desprender das suas responsabilidades e separar um tempo para brincar, outros preferem aproveitar seus momentos de folga para assistir tevê ou fazer programas de adulto. Porém, a ausência desses momentos pode significar um vazio no relacionamento dos adultos com as crianças. Vale a pena investir algumas horas no mundo mágico deles e deixar os pensamentos livres e soltos através de uma simples brincadeira com seu filho.

Referências Consultadas:

SANTIN, Silvino, Educação Física: Da alegria do lúdico à opressão de rendimento.

Porto Alegre: 2001

VIGOTSKI, LievSemionovitch. A formação social da mente. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1989

 

Liliane Ribeiro Ortiz

Psicóloga CRP 07/23464

Pós Graduada em Neuropsicopedagogia

Psicóloga CREAS Prefeitura Municipal de São Luiz Gonzaga.

Contato: (55) 9-8107-2593

 

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