Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

MAGALI MARIANA ANDREOLA

Rotular nossas crianças é limitar suas capacidades



Magali Mariana Andreola é psicóloga na Harmonize Clínica Psicológica

Em diversas situações notamos que as pessoas têm realizado um diagnóstico antecipado de situações, dando a conotação de um problema sem que ele exista, como por exemplo:Meu filho é agitado, não para um minuto se quer, ele só pode se hiperativo!

A grande preocupação com nossas crianças estãorelacionadas a atribuir rótulos, doenças ou diagnóstico naquilo que faz parte apenas do desenvolvimento saudável e também de uma geração que é, muitas vezes, mais “ligada e agitada”, respondendo ao ritmo que os pais, na escola, presenciam diariamente.

 Todo diagnóstico que indica qualquer tipo de doença deve ser feito com técnica e profissionalismo, incluindo não apenas a observação de um único comportamento isolado (por exemplo: agitação e energia para correr e brincar até tarde), mas de todo o contexto da criança. Um diagnóstico nunca deve ser precoce nem baseado numa desconfiança ou num “achismo”.

Mesmo se em seu processo de desenvolvimento, foram diagnosticados com algum tipo de questão, seja ela física, mental ou emocional, é importante que o primeiro passo a ser dado seja “não rotular”.

Rotular é dar àquela pessoa um valor menor ou maior por conta dessas limitações: “Meu filho não aprende porque é hiperativo ou porque tem dislexia”, “Ele nunca será um bom profissional”, “Sua limitação física não lhe permitirá alcançar a felicidade”.

Sabemos que os juízos de valor são usados no convívio na escola, nas relações com a família e até nas avaliações pelas quais passamos em toda a nossa vida, mas certamente esta não é a melhor prática, e é importante que possamos rever isso em nossa conduta e na educação dos filhos. Muitas vezes, a criança mal consegue manifestar suas habilidades e capacidades, porque já é desqualificada diante das demais pessoas.

No entanto, não devemos deixar que coisas simples de uma criança tomam uma proporção maior do que realmente são ou que antecipem problemas que nem existem. E mesmo que existam que eles não sejam uma barreira, pois a vida oferece muitas chances mesmo diante das maiores adversidades.Medicar nem sempre é a melhor e mais adequada saída quando falamos, por exemplo, de uma criança que, mais do que “ativa”, está sim vivendo uma das fases mais bonitas da vida: ser criança.

Magali Mariana Andreola

CRP: 07/23259

Fone: 55 999556642

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