Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

LILIANE RIBEIRO ORTIZ

Violência doméstica nos relacionamentos



Liliane Ribeiro Ortiz é psicóloga, Pós-Graduada em Neuropsicopedagogia

Sempre que pensamos em relacionamento afetivo, nos vêm a mente a idéia de uma relação amorosa, de encantamento e respeito entre parceiros. Mas nem sempre as relações  são pautadas nesses sentimentos. Muitas vezes a convivência se torna difícil, e o sentimento de poder e posse frente ao outro pode transformar uma relação de amor em violência. A violência surge muitas vezes de forma sutil, através de palavras que magoam a companheira, destruindo sua auto imagem, e  pode evoluir para proibições que tornem a mulher incapaz de direcionar seus atos,sua vida, devido à relação de poder e à dominação que existe no relacionamento afetivo, geralmente o agressor detém, em relação à mulher que ele agride, a força física e o poder econômico, passando a manipulá-la, violá-la e agredi-la psicologicamente, moralmente e fisicamente.A violência psicológica é uma violência que segue um roteiro: ela se repete e se reforça com o tempo. Começa com o controle sistemático do outro, depois vêm o ciúme e o assédio e, por fim, as humilhações e a abjeção.A lei  Maria da Penha protege as mulheres contra a violência  doméstica ou familiar e torna mais rigorosa a punição aos agressores. Entre suas providencias cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra  a mulher que prevê:Art. 2º  Toda mulher, independente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade, religião , goza dos direitos fundamentais inerentes a pessoa humana, sendo lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental, seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.Art 3º  Serão asseguradas as mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos a vida, a segurança, a saúde, a alimentação à educação, à cultura, à moradia ao acesso à justiça , ao esporte, ao lazer , ao trabalho, à cidadania à  liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.A Lei Maria da Penha  pode ser aplicada a todo tipo  de violência doméstica e familiar no convívio do lar ou dos laços afetivos que se formam na vida cotidiana. Mas a lei só não basta, é necessário que a sociedade esteja atenta e vigilante para o cumprimento dela. A família, a escola, as instituições tem um papel fundamental na discussão destas questões, proporcionando o resgate da cidadania e dos valores capazes de modificar este quadro tão preocupante.

 

Liliane Ribeiro Ortiz

Psicóloga CRP 07/23464.

Psicóloga CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social- São Luiz Gonzaga)

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