Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

GREICE QUELLE C. DA COSTA

Ataques de birra: como devo agir?



Greice Quelle C. da Costa é psicóloga, Pós-graduanda em Psicopedagogia Clínica e Institucional e em Neurociência e Educação

Quem nunca presenciou um ataque de birra? Neste texto vamos refletir um pouco sobre o que causa esses ataques e o que podemos fazer quando nossas crianças apresentam tal comportamento.

As birras normalmente acontecem entre o 2º e o 4º ano de vida da criança. Elas podem se manifestar de diversas formas, como  choramingar, gritar, espernear, gesticular, ter acesso de raiva, entre outros.

Mas por que isso acontece? A criança por volta dos dois anos não se percebe mais como um bebê indefeso. Ao ingressar na creche ou na escolinha se encontra em uma jornada de descobertas empolgantes e busca participar do que está acontecendo ao seu redor, brincando, explorando, observando, imitando... Entretanto, em meio a este turbilhão de descobertas ainda possui sentimentos que não compreende, não domina e, portanto não sabe expressar.

Para entender melhor, imagine que você está tentando montar um quebra cabeça com várias peças, mas a tarefa está difícil, por mais que tente não consegue de maneira nenhuma montá-lo. Frustrante não é? Você resmunga, guarda o quebra-cabeça de qualquer jeito e o deixa de lado. Esta é uma versão de birra de um adulto. No entanto, como as crianças estão apenas começando a compreender o mundo, quando se deparam com situações frustrantes, recorrem ao único meio que conhecem para liberar sua frustração e tensão, a birra.

São vários os fatores que podem despertar birras, como o sono, o cansaço, a fome, o calor, o frio, mas é interessante falarmos da frustração, pois ela faz parte de um processo de descoberta e aprendizagem sobre si, sobre os outros e sobre o mundo. Além do mais nos primeiros anos de vida da criança ela compreende muito mais do que consegue dizer, o que provoca a frustração. Não é por acaso que quando a criança começa a ter domínio da fala, as birras tendem a diminuir.

O que se espera dos pais é que eles busquem controlar seus próprios sentimentos quando os sentimentos dos filhos ficarem fora de controle. É importante ser firme, mas também é importante ter compreensão e tolerância. Lembre-se: as crianças aprendem pelo exemplo, portanto, elas devem perceber que é possível estar angustiado, ou com raiva sem termos um acesso de birra ao tentar lidar com as frustrações ou tensões.

Psicóloga Greice Quelle C. da Costa

CRP: 07/22690

Pós-graduanda em Psicopedagogia Clínica e Institucional e em Neurociência e Educação

Contato: 55-984457579

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