Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

LILIANE RIBEIRO ORTIZ

Abuso sexual na Infância e adolescência



Liliane Ribeiro Ortiz é psicóloga pós-graduada em Neuropsicopedagogia

A frequência do abuso sexual nainfância e na adolescência é muito mais elevada do que se imagina. A maioria dos casos raramente é revelada em função do sentimento de culpa, vergonha da vítima e também da família, constituindo- se em um “ segredo familiar”, um segredo que pode custar a vida das vítimas e comprometer todas as suas relações futuras, sua identidade e sua capacidade de buscar a felicidade.

Podemos classificar os abusos em dois subtipos básicos:

Abuso Intrafamiliar: constata- se oincesto, que é considerada toda a atividade de caráter sexual, implicando uma criança ou adolescente de 0 á 18 anos e um adulto que tenha para com ela uma relação de consanguinidade, seja de afinidade, ou mera responsabilidade. A relação é progressiva e silenciosa, sendo que a criança não tem noção de onde termina o contato afetuoso- o bom contato- e começa o contato abusivo sexualmente-o mau contato- , podendo durar anos  costumando ser um longo e doloroso processo, o agressor utiliza a sedução, intimidação, o sentimento de culpa e vergonha e sobretudo o medo da criança para romper o silencio. A mãe muitas vezes omite- se por um conjunto de razões entre as quais o medo, dependência econômica e a reprodução de modelos de submissão,e a sociedade em geral não dá créditos a criança, a vitima não tem testemunha é a palavra dela contra a de um adulto, nesses casos a mãe não consegue cumprir suas competências maternas sociais e culturalmente determinadas, na medida em que não consegue proteger seus filhos contra a agressão sexual e proporcionar-lhes um ambiente seguro e de proteção.

Abuso extrafamiliar: é um tipo de abuso sexual que ocorre fora do âmbito familiar. Também aqui o abusador é, na maioria das vezes alguém que a criança conhece e em quem confia: vizinhos ou amigos da família, responsáveis por atividades de  lazer, padres, pastores dentre outros, eventualmente o autor da agressão pode ser uma pessoa totalmente desconhecida.

Os educadores e profissionais da saúide desempenham papel importante no cotidiano de crianças e adolescentes, no entanto precisamser sensibilizados e capacitados para perceber os sinais emitidos por  crianças que estão sendo abusadas, o professor desempenha papel importante, convive pelo menos um turno por dia na vida das crianças conhecem- nas bem e podem perceber qualquer mudança de comportamento, a suspeição pelo professor que a criança está sendo abusada pode interromper o sofrimento de uma criança.

Quando a própria criança revela o abuso que vem sofrendo, isto representa um forte indicativo, a criança não tem condições de fantasiar fantasias sexuais que não conhece, normalmente ela fala a verdade, expressando a vivida e dolorosa experiência para ela, oque torna muito difícil essa revelação. Ao tomar conhecimento do abuso, devemos evitar demonstrar nossa indignação para a criança, manter uma postura serena e protetora, permitindo que a criança relate sua experiência e que os adultos responsáveis compreendam a situação não culpabilizando a criança.

Liliane Ribeiro Ortiz

Psicóloga CRP 07/23464

Pós-Graduada em Neuropsicopedagogia.

Psicóloga CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social) Prefeitura Municipal de Sãoo Luiz Gonzaga -RS)

Contato: (55) 9-8107-2593.

ascencao
apuama3
jairo
mira3
dukkkka
concordia2
arcoiris
carrossel escola