Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

RODRIGO BERGSLEITHNER

Poucos te conhecem, Magnólia!



Há relatos que a mesma fora plantada por um pesquisador dinamarquês que visitou a região após a expulsão dos Jesuítas

Quem circula pelo bairro Menges, em Santo Ângelo, no cruzamento das ruas Raul Pilla e São Lourenço, nas proximidades da Praça Dário Beltrão, pouco sabem que ali se encontra uma deslumbrante árvore de nome Magnólia, com mais de 200 anos de idade. Há relatos que a mesma fora plantada por um pesquisador dinamarquês que visitou a região após a expulsão dos Jesuítas.  

O cenário é perfeito para um cartão postal e verdadeiro ponto turístico da cidade, todavia tanto a espécie natural quanto a história se encontram em perfeito abandono. Se o local é do poder público ou propriedade particular, mesmo assim não há desculpa para o total descalabro com este rico cenário.

Imaginei-me em um local protegido, cercado e monitorado por guardas ambientais e videomonitoramento, com a instalação de uma pequena praça em seu entorno, eis que do local, no entardecer, tem-se a visão perfeita da combinação Magnólia e Pôr-do-Sol. Mas a espécie, coitada, se encontra  escorada com fortes armações de ferro e possui crateras em seu caule e monstruosos galhos, que, assim como ela, nos fazem chorar.

Infelizmente vivemos em uma Era onde as pessoas derrubam árvores, provocam queimadas, poluem o meio ambiente com lixo domiciliar e químico, e quiçá o separam na lixeira. E o Poder Público não consegue diminuir o alarmante dado que assusta: um país onde mais de 40% das residências não tem tratamento de esgoto e água potável.

E Meio Ambiente, nas autarquias municipais, não generalizando, mas em mais de 80% dos Executivos Municipais têm o ledo engano que “Meio Ambiente é podar árvore, roçar mato e recolher peças de computadores velhos”. Infelizmente é esta a nossa realidade. Projetos de sustentabilidade natural, recuperação da mata ciliar, limpeza dos rios e afluentes, conservação ambiental e meios naturais na construção civil e na construção de residências, escolas e estradas, com o reaproveitamento natural, tudo isso é “falar grego para uma legião de surdos chineses”.

Infelizmente, a Magnólia vai ficar na lembrança com registros fotográficos. Logo ela, rica em potencial. A casca das magnólias tem propriedades medicinais e é utilizada em cosmética pelo seu odor. A sua madeira é considerada preciosa, porque é sólida, resistente e fácil de trabalhar. E felizmente, por ali lembrarei de um beijo que jamais esquecerei.

 

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